Memória
Telecurso

O Telecurso tem história!

A Fundação Roberto Marinho desenvolve soluções educacionais que contribuem para a educação de qualidade para os estudantes brasileiros. Por mais de quarenta anos, dedica especial atenção ao enfrentamento dos principais desafios da educação no país, como a distorção idade-série, a defasagem na aprendizagem e a complementação da Educação Básica para jovens e adultos. 

Na TV

Nos anos 70, o problema de acesso à escola era especialmente crítico: apenas 67% da população em idade escolar no Brasil estava matriculada no ensino fundamental, e 10% no ensino médio (IBGE-PNAD).

Diante desse desafio, foi criado, em 1978, o Telecurso, com o objetivo de ampliar o acesso à educação a centenas de milhares de brasileiros, ao levar educação de qualidade pela TV, com uma linguagem, formato e modelo de atuação inovadores.

Em sala de aula

A partir de 1995, a Fundação Roberto Marinho desenvolveu uma metodologia para apoiar a solução dos principais desafios da educação brasileira: baixos resultados de aprendizagem, defasagem idade-série, evasão e repetência. Com essa metodologia, o Telecurso passou a ser implementado em salas de aula em todo o Brasil, por meio de parcerias com prefeituras, governos e instituições públicas e particulares. Desde então, mais de 1,6 milhão de estudantes já concluíram o ensino fundamental e médio por meio do Telecurso.

A metodologia Incluir Para Transformar se baseia num currículo e em materiais pedagógicos especialmente desenvolvidos e num conjunto de atividades, como a formação continuada de professores e gestores, práticas de sala de aula, acompanhamento pedagógico e avaliação de resultados.

Desde 2001, o Telecurso é currículo de referência para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Em cada estado, o Telecurso adota uma identidade visual sintonizada com a cultura da região. Assim, os programas assumem os nomes de Poronga, Igarité, Ressignificando a Aprendizagem, Mundiar, Alumbrar, Travessia, Autonomia, Autonomia Carioca, Conquista e Salto. Há ainda os programas Azul Marinho, em Paraty, e a Escola da Fundação Roberto Marinho.

O portal telecurso.org.br dá acesso às teleaulas, material didático e orientações para estudar em sala de aula ou por conta própria.

Usos

O Telecurso é utilizado para correção idade-série, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e de estudantes do ensino regular de comunidades remotas ou que precisem de reforço no processo de aprendizagem.

Onde está

Em todo o território nacional, a partir de parcerias com governos e instituições.

A Metodologia

A Metodologia Incluir Para Transformar™ (originalmente chamada de Metodologia Telessala) foi elaborada para desenvolver o currículo do Telecurso e é utilizada em todos os projetos implementados pela Fundação Roberto Marinho, em parceria com instituições públicas ou privadas. Aplicada desde 1995, é resultado de um conjunto de processos, métodos, procedimentos e materiais que têm suas raízes nas práticas desenvolvidas nas décadas de 1970 e 80 no Brasil, inspiradas em Dom Helder Câmara, Paulo Freire, Freinet, Piaget, Anísio Texeira e Darcy Ribeiro.

Nas nossas salas de aula, as/os estudantes assistem às teleaulas junto com um professor formado na Metodologia Telessala™ e têm atividades desenvolvidas para que concluam os ensinos Fundamental e Médio de forma prazerosa, concentrada e repleta de aprendizagem. Nos projetos do Telecurso em parceria com prefeituras e governos, os próprios professores da rede pública passam por uma formação para fazerem uso dessa metodologia em sala.

Na sala de aula do Telecurso, o estudante:

  • É construtor de seu conhecimento;
  • Participa de uma rede colaborativa de aprendizagem;
  • Constrói vínculos significativos;
  • Vivencia novas situações de aprendizagem a partir de sua experiência de vida;
  • Interage com o conhecimento científico, tecnológico e cultural de forma dinâmica, reflexiva, crítica e contextualizada;
  • Desenvolve a argumentação e fortalece sua leitura e escrita;
  • Utiliza as diversas linguagens artísticas;
  • Vivencia a cultura e reconhece nela os valores e identidades de sua história;
  • Participa de atividades de investigação e pesquisa;
  • Aplica novos conhecimentos às situações cotidianas;
  • Incorpora novas atitudes de cidadania.